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Dia da Pecuária: os desafios do setor frente à crise climática

Dia da Pecuária: os desafios do setor frente à crise climáticaFoto: Famasul

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Resumo

  • O relatório da FAO destaca o papel central do Brasil e de instituições como a Embrapa no desenvolvimento de metodologias para enfrentar as pressões climáticas e as exigências internacionais.
  • O setor é responsável por fornecer um terço de toda a proteína consumida no planeta e movimenta 40% do PIB agrícola global.
  • A atividade busca otimizar a produção para mitigar sua participação nas emissões globais de gases de efeito estufa (12% do total), conciliando preservação e renda no campo.
  • O trabalho de pesquisa brasileiro fornece ferramentas práticas para que o produtor rural ganhe resiliência frente aos extremos climáticos e às exigências de mercado.
  • Com apenas uma pequena fração da produção mundial comercializada internacionalmente (15% de carne, 12% de leite e 3% de ovos), destaca-se a importância estratégica da produção e da sanidade para o abastecimento interno e global.

 

Em meio aos desafios globais da pecuária — marcados por custos crescentes de insumos, instabilidades climáticas e exigências cada vez Maiores de sustentabilidade —, pecuaristas de todo o mundo buscam soluções para produzir mais e melhor. No Brasil, esse cenário ganha escala e encontra respostas diretas “dentro da porteira” graças ao avanço da ciência nacional.

É o que aponta um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), nesta quarta-feira, 14, Dia da Pecuária. O estudo coloca o país em destaque ao resgatar a contribuição técnica fundamental de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O estudo da FAO revela que a pecuária responde por um terço de toda a proteína consumida no planeta e movimenta 40% do PIB agrícola global. No entanto, o setor vive um momento de virada universal: precisa otimizar a produção para mitigar os 12% de emissões globais de gases de efeito estufa atribuídos à atividade, sem comprometer a renda no campo.

É aí que o trabalho da Embrapa se destaca como ferramenta estratégica. Enquanto concorrentes globais buscam caminhos na pecuária de precisão e na economia circular, segundo a FAO, a pesquisa brasileira tem gerado metodologias práticas para avaliar e aumentar a resiliência dos sistemas de produção frente aos extremos do clima — dando ao produtor ferramentas reais para enfrentar uma crise que afeta o campo de norte a sul do planeta.

O relatório também joga luz sobre uma realidade que impacta o mercado: apenas uma fração reduzida da produção mundial (15% da carne, 12% do leite e 3% dos ovos) é comercializada internacionalmente, o que reforça o peso estratégico da produção interna e da sanidade dos rebanhos.

Para o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, superar entraves como a gestão eficiente de rebanhos e os riscos sanitários é vital para proteger tanto a saúde humana quanto a do planeta.

Neste Dia da Pecuária, a mensagem que fica para quem produz na ponta é clara: o futuro da atividade exige inovação tecnológica e ciência aplicada. Com o suporte da pesquisa nacional, o Brasil prova que lidera pelo exemplo, mostrando que é possível conciliar alta produtividade, sustentabilidade e rentabilidade diante dos maiores desafios globais.

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