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Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt é alvo de grilagem com perda de 1.778 hectares

Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt é alvo de grilagem com perda de 1.778 hectaresFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Cerca de 2,5 mil hectares de Unidades de Conservação mato-grossenses foram embargados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) devido ao desmatamento ilegal feito por grileiros. Dentre as áreas protegidas que apresentaram maiores perdas está a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, que é a única do Estado de Mato Grosso, e faz divisa com o Amazonas, com 1.778 hectares de floresta a menos desde 2018, segundo informou o “Jornal Nacional”, na sexta-feira, 27/05. A Resex está nos municípios de Colniza e Aripuanã.

“Isso é um crime, é um estelionato, quadrilhas mesmo de criminosos fazem na região e muitas das vezes ilude, iludem a sociedade local que às vezes adquirem (terra), sem buscar informações”, afirmou Gibson Almeida Costa Júnior, superintendente do Ibama/MT, ao programa da TV Globo.

Criada em 1996 com 57 mil hectares e ampliada em 2015, a Resex Guariba-Roosevelt é vizinha da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, onde vivem índios isolados, que também estão ameaçados pelas invasões e aguardam pela sua regularização fundiária desde 2017.

A produção local de castanha, seringa e óleo de copaíba sustenta as mais de 50 famílias da reserva. 

Em resposta, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso (SEMA-MT) afirmou que 25% da Resex está regularizada, que a fiscalização é constante e que nos primeiros quatro meses do ano lavrou 91 autos de infração e aplicou mais de R$ 44 milhões em multas ambientais.

A promotora de Justiça Ana Luiza Peterline criticou a omissão do governo estadual.

“É uma luta, há muitos interesses contrários à efetivação dessa reserva. Uma unidade de conservação precisa do plano de manejo, precisa ter sua área demarcada, sinalizada para evitar invasões. E, nós temos não só extrativistas, nós temos uma região que tem um valor ecológico muito importante. O estado precisa se fazer presente naquela região”.

Fonte: Jornal Nacional

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