Resumo
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A China voltou a liberar cotas de exportação de ureia, um dos fertilizantes mais importantes do mundo. Os embarques haviam sido suspensos em março para garantir o abastecimento dos agricultores chineses.
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A decisão deve ajudar a conter a alta dos preços globais do insumo, que vinham subindo devido aos conflitos no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz.
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Estima-se que a China exportará cerca de 1,5 milhão de toneladas de ureia nesta leva. O país responder por cerca de 10% das exportações mundiais do produto.
A China emitiu cotas de exportação de ureia, um dos fertilizantes mais utilizados no mundo, conforme relatado por fontes à CNN Brasil. A decisão pode ajudar a frear a alta dos preços globais do insumo, pressionados pela interrupção no fornecimento gerada pelo conflito entre EUA, Israel e Irã.
Um dos maiores exportadores mundiais do produto, a China havia interrompido os embarques de diversas categorias de fertilizantes em março para proteger os agricultores domésticos da escalada de preços provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde circula parcela expressiva do comércio global de insumos agrícolas.
As exportações chinesas de ureia funcionam por meio de um sistema de cotas, e a liberação dessas licenças sinaliza que as autoridades consideram o abastecimento interno suficiente para voltar a atender o mercado externo.
Dois produtores chineses confirmaram à Reuters o recebimento das cotas, sem fornecer detalhes adicionais. Um importador indiano também relatou que o governo chinês emitiu uma notificação autorizando os embarques, igualmente sem especificações.
A Administração Geral de Alfândegas e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China não se manifestaram.
Volume é estimado em 1,5 milhão de toneladas
Fontes do setor apontam que aproximadamente 1,5 milhão de toneladas métricas de ureia devem ser destinadas à exportação, embora o volume total não tenha sido verificado de forma independente pela Reuters.
Em 2025, a China embarcou 4,9 milhões de toneladas de ureia, ficando abaixo da média histórica de 5 a 5,5 milhões de toneladas, fatia que normalmente representa cerca de 10% das exportações globais do produto, de acordo com a consultoria StoneX.
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